ONE PIECE 1192 | ANÁLISE DO CAPÍTULO
One Piece 1192 | Análise do capítulo 1192 com tudo que rolou na batalha contra Imu, o grande momento de Usopp e o ataque surpreendente de Luffy e Loki em Elbaf.
ONE PIECEMANGAS
Helena Fortuna
9/7/20265 min ler


O capítulo 1192 de One Piece conseguiu melhorar bastante a batalha contra o Imu ao encontrar um equilíbrio que, para mim, estava faltando nos últimos capítulos. O Rei do Mundo continua sendo apresentado como um adversário muito acima do nível que estamos acostumados a ver, mas o Luffy finalmente voltou a reagir de uma maneira mais convincente. E não estou falando simplesmente de conseguir acertar alguns golpes, mas de voltar a utilizar o Gear 5 com aquela criatividade que torna essa transformação tão imprevisível.
Eu vinha reclamando um pouco da forma como esse confronto estava sendo conduzido porque o Luffy parecia passar tempo demais apanhando sem conseguir apresentar uma resposta eficiente. É claro que eu não esperava que ele chegasse em Elbaf e começasse a dominar alguém que provavelmente será um dos maiores adversários da reta final da obra. Ainda assim, existe uma diferença entre mostrar a superioridade do Imu e fazer o nosso futuro Rei dos Piratas parecer incapaz de encontrar qualquer solução. No 1192, essa dinâmica melhorou bastante.
O Imu continua levando vantagem, consegue acompanhar os ataques do Luffy e do Loki e ainda acrescenta uma nova habilidade ao seu arsenal com o Escudo do Vazio. E essa defesa foi uma das partes que mais me interessaram no capítulo, principalmente pela maneira como o Odacchi estabeleceu imediatamente o quanto ela é poderosa. O Luffy tenta atravessá-la e termina com a mão sangrando, sentindo como se ela estivesse prestes a quebrar. Estamos falando do mesmo personagem que enfrentou o Kaido e domina formas avançadas do Haki do Armamento e do Rei. Então, não é pouca coisa uma barreira conseguir impedir seu ataque dessa maneira.
Por isso, eu acho que a principal pergunta deixada pelo final não é nem se o Imu sentiu o Dawn Thor Bullet. Para mim, existe algo mais interessante para entender: por que o segundo ataque conseguiu atravessar uma defesa que quase destruiu a mão do Luffy alguns instantes antes?
A explicação mais provável, pelo menos por enquanto, está na diferença absurda de potência entre os dois ataques. Na primeira tentativa, o Luffy parte diretamente contra o Escudo do Vazio. Já no Dawn Thor Bullet, temos o Loki concentrando uma quantidade enorme de eletricidade no Ragnir e utilizando sua própria força para lançar o Luffy contra o Imu. Em outras palavras, não foi simplesmente o Luffy tentando novamente e colocando um pouco mais de força no soco. Os dois praticamente transformaram o nosso capitão em um projétil.
Se realmente foi isso que permitiu atravessar a barreira, o capítulo pode ter estabelecido uma informação muito importante sobre o Escudo do Vazio: ele não é uma defesa absoluta. Existe um limite que pode ser ultrapassado quando recebe força suficiente.
E eu gostei bastante dessa solução porque ela não exigiu que o Luffy desbloqueasse outra transformação ou tirasse um novo poder do nada. O Gear 5 funcionou da maneira que eu mais gosto de vê-lo sendo utilizado. O Luffy percebeu uma oportunidade completamente absurda e transformou o ataque do Loki em uma vantagem. É aquela criatividade quase sem lógica que combina perfeitamente com a liberdade que o despertar da sua Akuma no Mi oferece.
Outro ponto que gerou bastante discussão foi a deformação do corpo do Imu depois do impacto. Eu vi algumas interpretações relacionando aquela reação à possibilidade de ele também possuir alguma característica semelhante à borracha, mas acho muito cedo para chegar a essa conclusão. O Gear 5 já mostrou que consegue transmitir propriedades elásticas e deformar os adversários atingidos pelo Luffy. Nós vimos situações semelhantes acontecerem com o Kaido e o Kizaru, então existe uma explicação muito mais simples antes de começarmos a criar uma nova habilidade para o Imu.
Agora, mesmo com o Dawn Thor Bullet atravessando o escudo e acertando o Imu em cheio, eu ainda não compraria a ideia de que finalmente encontramos uma maneira de derrotá-lo. Existe um problema enorme que continua sem resposta: a regeneração.
O Odacchi encerrou o capítulo exatamente no impacto, então ainda não sabemos qual será a consequência real daquele golpe. O Imu já recebeu ataques muito poderosos durante essa batalha e continua voltando. Romper sua defesa é um avanço, mas conseguir causar um dano permanente é uma questão completamente diferente. O 1193 precisa mostrar se o Dawn Thor Bullet realmente conseguiu alguma coisa além de atravessar o Escudo do Vazio.
Mas, mesmo com toda essa discussão envolvendo o Luffy, Loki e o Imu, para mim, quem roubou o capítulo 1192 foi o Usopp.
E talvez isso seja ainda mais surpreendente porque ele não precisou ganhar uma nova habilidade ou derrotar ninguém para conseguir um dos seus melhores momentos em muito tempo. A discussão com o Gaban funcionou porque colocou duas maneiras completamente diferentes de enxergar o Luffy frente a frente. O Gaban conhece o tamanho do inimigo que eles estão enfrentando e também entende o significado que a aparência do Gear 5 possui para os gigantes. Para Elbaf, aquela é a figura do Nika que foi esperada durante gerações.
O Usopp simplesmente não está interessado nisso. E foi essa parte que eu mais gostei. Desde que descobrimos a verdadeira identidade da fruta do Luffy, cada vez mais pessoas passaram a enxergar alguma figura do passado quando olham para ele. O Zunesha relacionou seu despertar ao retorno do Joy Boy, os gigantes enxergam o Nika e as comparações com o Roger acompanham sua trajetória há muito tempo. Para o Usopp, nada disso muda quem está na frente dele. Aquele continua sendo o Luffy.
O capitão que sempre fez aquilo que acreditava ser certo, independentemente de quem estivesse do outro lado. E quando o Usopp defende que nem o Gaban deveria decidir se o Luffy pode ou não continuar lutando, a fala combina perfeitamente com aquilo que os Chapéus de Palha aprenderam durante toda a viagem: ninguém naquele bando está seguindo uma profecia. Eles estão seguindo o capitão que escolheram.
Também achei muito boa a escolha de colocar essa fala na boca do Usopp em Elbaf. Durante anos, nós imaginamos o que os gigantes poderiam ensinar a ele quando finalmente chegasse à ilha dos guerreiros. Só que, nesse momento, o Odacchi inverte completamente a situação. É o Usopp quem precisa explicar aos gigantes algo sobre o próprio Luffy.
E ele consegue fazer isso porque conhece o capitão de uma maneira que nenhuma profecia conseguiria explicar. Quando retiramos o Nika, Joy Boy, Roger, o título de Yonkou e todos os outros rótulos colocados sobre ele, continua existindo o mesmo garoto que saiu para o mar querendo viver livremente.
No fim, o capítulo 1192 funcionou muito melhor para mim porque conseguiu fazer o Luffy reagir sem precisar enfraquecer o Imu para isso. O Rei do Mundo continua sendo assustador, sua regeneração permanece sem solução e agora ainda sabemos que ele possui uma defesa extremamente poderosa. Ao mesmo tempo, o Dawn Thor Bullet mostrou que suas habilidades não parecem ser completamente intransponíveis.
E, no meio de uma batalha recheada de poderes absurdos, foi o Usopp quem conseguiu entregar o momento que mais gostei.
Agora espero que esse discurso não seja o único grande destaque reservado para ele em Elbaf. Depois de tantos anos esperando pelo arco que parecia perfeito para o seu desenvolvimento, o dom da palavra foi um ótimo começo. Mas ainda quero ver o nosso atirador fazendo muito mais antes de deixarmos a terra dos gigantes.
CRÉDITOS:
Obra: One Piece © Eiichiro Oda / Shueisha / Weekly Shonen Jump
Redação e análise: Helena Fortuna Animes
Revisão: Helena Fortuna Animes
Imagens: Geradas por Inteligência Artificial (IA) para o Helena Fortuna Animes
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