Dragon Ball GT: Entre o Amor e o Ódio – Por Que Esse Anime Divide Tantas Opiniões?

Quando falamos de Dragon Ball GT, é impossível não pensar na enxurrada de opiniões que ele desperta até hoje. Para muitos, trata-se de um capítulo que jamais deveria ter existido dentro da franquia. Para outros, mesmo com falhas, ainda há pontos que merecem reconhecimento. Afinal, por que esse anime foi tão criticado e, ao mesmo tempo, conseguiu deixar lembranças positivas? A seguir, vamos explorar os dois lados dessa moeda, analisando os fatores que colocaram GT como um dos títulos mais polêmicos do universo Dragon Ball.

Helena Fortuna

9/28/20252 min ler

O que levou fãs a rejeitarem Dragon Ball GT

Um dos pontos mais comentados desde o início foi o fato de Akira Toriyama não estar diretamente envolvido na produção. GT foi uma criação original da Toei Animation, sem base em mangá, e isso levantou a dúvida: “Será que Dragon Ball sem Toriyama ainda é Dragon Ball?”.

Outro detalhe que gerou debate foram as transformações. O Super Saiyajin 4, embora inovador e visualmente marcante, destoava muito das formas anteriores e acabou sendo rejeitado por boa parte da comunidade.

Além disso, a série sofreu com um ritmo narrativo irregular. Muitos fãs sentiram que arcos como o das Esferas do Dragão Negras foram longos e pouco envolventes, sem a mesma tensão que as sagas de Freeza, Cell ou Majin Boo apresentaram em Z.

Outro ponto polêmico foi a decisão de transformar Goku novamente em criança. A ideia era recuperar a leveza das aventuras do Dragon Ball clássico, mas para o público, parecia uma regressão injustificada, tirando o impacto e imponência do protagonista.

Por fim, há a crítica aos arcos mal estruturados. Apesar de trazer vilões interessantes, GT parecia perdido em alguns momentos, com histórias que não conseguiam manter consistência nem emoção.

Os pontos que ainda fazem GT ser lembrado com carinho

Mesmo com tantos problemas, GT conseguiu oferecer momentos inesquecíveis. O primeiro deles é, sem dúvida, a trilha sonora. A abertura "Dan Dan Kokoro Hikareteku" se tornou um hino para os fãs, marcando época e trazendo um ar nostálgico que resiste até hoje.

Outro mérito do anime foi sua ousadia criativa. Ao explorar ideias como as Esferas do Dragão corrompidas e a vingança dos Tsufurujins através de Baby, a obra mostrou que estava disposta a arriscar, mesmo que nem sempre tivesse sucesso na execução.

A presença dos Dragões Negros também trouxe um conceito original: transformar as esferas, antes símbolos de esperança, em ameaça. Apesar das falhas de desenvolvimento, a proposta deixou uma marca dentro da franquia.

E quem poderia esquecer da batalha final contra Ômega Shenlong? Um confronto épico, digno de clímax, com Goku colocando todas as suas forças em jogo contra um inimigo que parecia invencível.

Por último, o desfecho emocional é unanimidade. A despedida de Goku, cheia de referências ao passado e com um clima de encerramento definitivo, foi um momento que emocionou até os maiores críticos do GT.

Conclusão

Dragon Ball GT pode até ser chamado de “patinho feio” da franquia, mas sua importância é inegável. Ele conseguiu, ao mesmo tempo, frustrar e emocionar gerações. O anime permanece vivo justamente por dividir opiniões tão intensas: alguns o rejeitam, outros o defendem, mas quase ninguém fica indiferente.

E você? Está mais no time que ama ou no que odeia Dragon Ball GT?

Créditos da obra:

  • Dragon Ball GT é uma produção da Toei Animation.

  • Baseada no universo original criado por Akira Toriyama.

  • Todos os direitos pertencem aos respectivos detentores.

  • Matéria de Helena Fortuna

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