ANÁLISE DO CAPÍTULO 1193 DE ONE PIECE

One Piece 1193 | Análise do capítulo com os principais acontecimentos, a evolução do Haki do Rei de Zoro e os mistérios envolvendo Luffy, Loki e Biblo em Elbaf.

ONE PIECEMANGAS

Helena Fortuna

9/15/20267 min ler

O capítulo 1193 de One Piece conseguiu fazer algo que eu estava esperando há algumas semanas em Elbaf: voltar a movimentar diferentes partes da batalha sem abandonar completamente o confronto contra o Imu. E isso fez muito bem para o ritmo do arco, porque enquanto algumas situações finalmente começaram a avançar, o Odacchi ainda conseguiu deixar novas perguntas sobre o Luffy, o segredo do Biblo e, principalmente, sobre como os Cavaleiros Sagrados podem ser derrotados.

Começando pelo Luffy, gostei de ver que o Dawn Thor Bullet realmente teve peso. Depois de todo o esforço necessário para atravessar o Escudo do Vazio, seria bastante anticlimático descobrir que aquele ataque não havia provocado praticamente nenhuma consequência. O fato de o impacto conseguir fazer a própria Árvore Adam balançar, algo que surpreende até os gigantes, ajuda a estabelecer a força absurda que o Luffy e o Loki conseguiram produzir juntos.

Isso não significa que o Imu esteja próximo de ser derrotado. Na verdade, o próprio Luffy entende imediatamente que o maior problema continua sendo a regeneração. Não adianta conseguir atravessar sua defesa e acertar um ataque monstruoso se ele simplesmente puder se recuperar depois. E foi tentando impedir que isso acontecesse que o Luffy acabou encontrando novamente um problema que acompanha o Gear 5 desde o seu despertar: o limite da transformação. Só que existe uma pequena sequência no capítulo que me deixou bastante curiosa.

Quando os Tambores da Libertação começam a parar, o Luffy praticamente implora para que seu coração não volte ao normal antes de conseguir derrotar o Imu. Logo depois, algo parece acontecer com o seu corpo. Uma espécie de fumaça começa a surgir novamente, temos uma pequena onomatopeia e até o próprio Luffy demonstra surpresa com aquilo.

Ainda é muito cedo para afirmar que estamos vendo uma evolução do Gear 5, mas a posição dessa cena me faz considerar essa possibilidade. Talvez o Luffy esteja começando a desenvolver algum controle consciente sobre os Tambores da Libertação, conseguindo prolongar a transformação mesmo depois de atingir seu limite ou até reacendê-la através da própria vontade.

Para mim, esse seria um upgrade muito mais interessante do que simplesmente entregar outra transformação ao Luffy. O Gear 5 já possui um potencial absurdo, e sua maior fraqueza continua sendo o desgaste que provoca. Contra alguém como o Imu, que aparentemente pode continuar se regenerando, conseguir permanecer mais tempo nesse estado seria uma evolução extremamente importante.

Claro que também existe a possibilidade de o Odacchi estar preparando alguma mudança maior na própria transformação. Mas eu não iria tão longe ainda. Temos apenas uma reação muito pequena para começar a falar em uma nova forma ou na verdadeira aparência do Nika. Por enquanto, o que mais me interessa é a possibilidade de o Luffy começar a compreender melhor aquilo que acontece com seu próprio coração durante o Gear 5.

O Loki também esteve muito perto de finalmente mostrar aquilo que eu queria ver desde que descobrimos sua Akuma no Mi: a forma híbrida. Infelizmente, o Odacchi resolveu esconder praticamente tudo em uma silhueta, mas já conseguimos perceber algumas características diferentes. Depois de toda a expectativa construída ao redor do poder do príncipe, espero que essa revelação completa não demore muito mais.

Agora, entre todos os mistérios apresentados no capítulo, o que mais pode interferir diretamente nessa batalha talvez esteja nas mãos do Biblo. Descobrimos que sua família preservou durante gerações um baú contendo uma carta e uma ferramenta. Isso sozinho já seria suficiente para despertar curiosidade, principalmente em uma ilha que possui uma relação tão profunda com acontecimentos antigos. Mas o que realmente me interessa é a urgência colocada sobre esses objetos.

Quando a Robin considera esperar a batalha terminar, o Biblo deixa claro através do Chopper que aquilo precisa acontecer agora. E essa informação aumenta bastante a minha desconfiança de que a ferramenta possa ter alguma utilidade contra aquilo que está acontecendo em Elbaf.

Uma possibilidade que continuo considerando é sua relação com a Marca do Abismo. Até agora, ainda não descobrimos como apagar aquela marca nem como interromper completamente a influência exercida pelo Imu através dela. Então talvez a solução para parte desse problema não esteja em simplesmente conseguir causar mais dano, mas em descobrir como interferir na origem desses poderes.

Não estou dizendo que o Biblo guardava uma arma capaz de derrotar o Imu. O capítulo não oferece nenhuma informação que permita afirmar isso. A ferramenta pode ter uma função completamente diferente. Mas o fato de ter sido preservada durante gerações e precisar ser acessada exatamente agora dificilmente parece uma coincidência.

Dependendo do conteúdo da carta, talvez finalmente consigamos entender por que aquele objeto foi guardado durante tanto tempo e para qual situação ele deveria ser utilizado. Depois de tudo que descobrimos sobre o conhecimento preservado em Elbaf, não seria estranho se a solução para algum dos problemas atuais estivesse escondida na própria história da ilha. E falando sobre Elbaf, gostei bastante de o capítulo voltar a discutir o legado do Harald.

A situação atual naturalmente faz alguns gigantes questionarem as decisões do antigo rei, principalmente sua aproximação com o Governo Mundial e sua tentativa de transformar a cultura de Elbaf. Só que colocar toda a culpa pelo que está acontecendo sobre o Harald seria simplificar demais uma história que o próprio arco mostrou ser muito mais complicada.

O Harald tentou afastar Elbaf de uma cultura extremamente violenta e mudar a maneira como o restante do mundo enxergava os gigantes. O problema é que agora o país está sendo atacado e precisa recorrer novamente à força para sobreviver.

Para mim, esse é um conflito muito interessante porque Elbaf não precisa escolher entre voltar a ser exatamente o país guerreiro do passado ou abandonar completamente sua capacidade de lutar. Existe uma diferença enorme entre viver para a guerra e lutar quando sua liberdade está sendo ameaçada. E é exatamente isso que os gigantes precisam fazer agora.

O problema é que força bruta sozinha não parece suficiente. As criaturas que estão atacando Elbaf não podem simplesmente ser derrotadas de maneira convencional enquanto a habilidade responsável por sua existência continuar funcionando. Então, enquanto parte dos gigantes tenta proteger as crianças e impedir que a situação fique ainda pior, os confrontos contra os Cavaleiros Sagrados ficam cada vez mais importantes.

E finalmente tivemos o Sanji entrando de verdade nessa disputa. Ainda tivemos muito pouco da luta contra o Killingham para tirar qualquer conclusão, mas gostei bastante de vê-lo respondendo imediatamente à confiança absurda do Cavaleiro Sagrado. Agora eu quero principalmente descobrir como o Sanji vai lidar com a regeneração, porque esse continua sendo o grande obstáculo dessas batalhas.

Só que, para mim, quem roubou o capítulo 1193 foi o Zoro. E não foi simplesmente porque ele conseguiu atravessar os espinhos do Sommers ou acertar seu coração. O que mais gostei foi perceber que o Odacchi está transformando essa luta em um processo de aprendizado para o Zoro.

Ele já entendeu que continuar cortando o Sommers não vai resolver nada. A regeneração simplesmente anula esse tipo de vantagem. Então, em vez de insistir na mesma estratégia, o Zoro começa a juntar as informações que possui e chega à conclusão de que precisa atingir o coração de aço utilizando uma espada revestida com o Haki do Rei.

E essa conclusão coloca o Zoro diante de um problema muito mais interessante do que simplesmente encontrar o ponto fraco do adversário. Ele sabe que possui Haoshoku. O que ainda precisa aprender é como revestir conscientemente sua espada com esse Haki.

Eu gostei demais dessa escolha porque evita transformar a evolução do Zoro em algo automático. Seria muito fácil fazê-lo aparecer nesse confronto dominando completamente uma aplicação do Haki do Rei sem mostrar como chegou até aquele nível. Em vez disso, estamos acompanhando o processo acontecer durante a própria batalha.

O Zoro observa, tenta entender a lógica do revestimento utilizando aquilo que já conhece sobre o Haki do Armamento e finalmente coloca sua conclusão em prática. E ele erra, mesmo acertando a espada diretamente no coração de aço do Sommers, o revestimento com o Haki do Rei não funciona como deveria. Só que essa falha foi, para mim, uma das melhores partes do capítulo. Porque o Zoro não reage como alguém que acabou de perder sua oportunidade. Ele entende que aquela foi uma tentativa e que precisa continuar praticando até conseguir.

Enquanto isso, o Sommers já percebeu o tamanho do problema que tem pela frente. Toda aquela confiança começa a desaparecer quando o Zoro atravessa sua defesa e encontra exatamente o ponto que precisa destruir. O Cavaleiro Sagrado ainda possui a regeneração ao seu lado, mas agora está enfrentando alguém que descobriu a solução e só precisa aprender a executá-la corretamente.

É por isso que essa foi minha parte favorita do capítulo. Eu prefiro muito mais acompanhar o Zoro tentando, errando e desenvolvendo conscientemente o Haki do Rei do que simplesmente vê-lo utilizando uma técnica nova sem qualquer processo de aprendizado. Além de tornar sua evolução mais satisfatória, isso transforma o próprio Sommers em parte importante desse crescimento.

No fim, o capítulo 1193 conseguiu avançar várias situações sem precisar resolver nenhuma delas imediatamente. O Luffy pode estar começando a desenvolver uma relação diferente com os Tambores da Libertação, o segredo guardado pela família do Biblo pode colocar uma nova peça nessa batalha e os confrontos contra os Cavaleiros Sagrados finalmente voltaram a caminhar.

Mas o Zoro foi quem mais me ganhou. Ver nosso espadachim descobrir sozinho o que precisa fazer, tentar colocar aquilo em prática e perceber que ainda não conseguiu foi muito mais interessante do que uma vitória imediata. Agora ele sabe onde acertar, sabe qual Haki precisa utilizar e já deixou o Sommers completamente preocupado mesmo sem conseguir executar corretamente o revestimento. Depois da reação dele nessa primeira tentativa, eu só quero ver a cara do Sommers quando o Zoro finalmente conseguir.

CRÉDITOS:
Obra: One Piece © Eiichiro Oda / Shueisha / Weekly Shonen Jump
Redação e análise: Helena Fortuna Animes
Revisão: Helena Fortuna Animes
Imagens: Geradas por Inteligência Artificial (IA) para o Helena Fortuna Animes

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